domingo, 7 de julho de 2013

i'll fuck everybody except the guy I love

Corrói esses dias também. Tem me acontecido tantas coisas inusitadas, a consumir-me, o mundo resolveu que iria me esgotar o corpo inteiro também.  Infelizmente, não apenas o corpo. Embora minha paciência não tenha sido ainda testada. Eu tenho pensado demais, escrito demais, vivido demais. Quase não durmo mais, escuto músicas que jamais teria escutado se não fosse por intervenções de alguém. Creio que a melhor pessoa que conheci esses dias tenha sido eu mesma, escrevendo tais besteiras e não me importando se vou soar prolixa mais uma vez, em poesias ou erupções em diálogos e discussões sobre o elitismo, a escória, a polícia, a repressão, o amor, o sexo. O sexo sempre foi um tema que sempre me interessou muito, portanto, se começo a falar, disparo a tagarelice, indo de opiniões simples e diretas como Bukowski ou indo ao lado erótico e feminino de Anaïs Nin. Talvez passe por Henry Miller, um complexado Freud, um pouco de mim. O meu lado sempre foi o que mais tornou real o meu latente interesse pelo tema, mas a isso não me incomodou até vir ao meu conhecimento de bruxa aquela pequena maldição. O tal fato. Me diziam, eu fingia ignorar. Mas seria por isso... E talvez seja bem por isso. De qualquer maneira, a expectativa é maior do que essa. Como descrente do amor, as minhas canções sem rimas, mentiras, acobertariam meus dissabores. Mas seria assim, teria o desamor de foder todos eles, mas não foder com aquele me amasse. Mais capaz ainda de ser incapaz de foder com o que eu amasse, por medo de amá-lo ainda mais. Ou simplesmente por medo de não amar mais por esse mesmo motivo. Mas amor? Meu lado romântico achei que tinha ficado nos poemas, nas rimas, quando escuto Damien Rice e meu corpo se arrepia, meus olhos tremulam e borbulham com as lágrimas. Podes segurar minhas mãos, mas a minha fraqueza em acreditar nelas não supera o meu desespero. Eu posso fingir que acredito nas suas mentiras, sorrir e chorar por você sem sentir nada, não significa, nunca significará. Cansei de fingir. Mas você não se importa. Eu não me importo. Então foda-se. Foda-me, foda ela. Não importa. Só foda. 

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