segunda-feira, 29 de julho de 2013

morra

e não chegue perto de minha pequena. Não desfaleça o seu pau dentre as pernas dela e não se aconchegue em seu colo manso. Tu és, meu caro, responsável por aquilo que cativas! És responsável por ela e pelo sentimento que nela você cativou. Frouxa e apaixonada, emergiu em teus braços, mentirosos ou não, medrosos, afogados de mel mofado que esgotou-se por desprezo ou amor sufocado. Mas a quem sufoca se não a ti mesmo, pois você irá ser sufocado com essa tua insegurança burra de moleque. Assuma isso à homem, resolva isso à homem, como pretende-se chamar, pois se usa esse teu falo pra comê-la, pode muito bem assumi-lo com a responsabilidade de amá-la.

É fácil dar-lhe tais coisas, é mais difícil ainda fingir não senti-las. Procure-a em sonhos, se desculpe e foda-a de novo, milhares de vezes ou não. A quem envenena se destina o próprio veneno. Derrotado por si mesmo, o pau pesa e Freud explica. Tu não és homem, não sei quem tu és, mas isso não assume ser. Não pode assumi-lo, se és tão incapaz de amar tal pequena! Se é incapaz de enxergar nela a busca dos teus anseios e vejo, sem ao menos conhecê-lo, que não será capaz de enxergar isso em qualquer outra mulher, pois você não se sente homem. Talvez o teu pau seja pequeno, talvez sejas impotente. Mas não dissimule assim a não amá-la, tolo. Pois a ama. 

Filho da puta, você é responsável por aquilo que cativas, portanto, se deixaste florescer nela o tesão, o âmago, a vontade, sem ser ela louca imprudente, já que você prometeu a ela, cumpra! Faça o teu papel de homem. E não dissimule mais a quem já dissimulou. Não prometa coisas que este teu falo não possa cumprir. Não ponha o teu sêmen em jogo, se és incapaz de ejaculá-lo. Não diga orgasmos, não faça sexo verbal com uma mulher que não poderá te pertencer. 

Você é fraco. Frouxo. Não deveria ter prometido a ela amor, se és incapaz de senti-lo por si mesmo. É tão mais fácil confiar em uma puta do que em você. A honestidade da puta em pedir dinheiro em retorno desfalece com a tua honestidade prepotente, incompetente. 

Estupidez dela ou não, o sentimento perdura, tanto em ti quanto nela. O que te espera do mundo? Alguém aplaudir tuas covardias ou dar-te um mérito com a tua fragilidade? A tua pedância morre com as minhas palavras. A tua pose desfalece, a tua máscara cai, pois te desmascaro. Deixa-te pensar que tem o controle das tuas escolhas, do teu sentimento, mas você não acredita nisso. E pensa nela ainda, imagina as coisas que dirá a ela. Fuja, corra, mas morra engasgado com os beijos na boca dela com o veneno que você propôs. E entenda de uma vez por todas que perdestes a oportunidade de viver, finalmente, longe da tua existência insignificante. 

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