domingo, 11 de maio de 2014

eu me afogo nos arrepios dessa pele fraca
minha carne suplica pelos teus pelos
teus apelos
tua pressa e tua loucura

quero me afogar nos meus lábios
manchados de vinhos e outros batons
e na tua boca descobrir os meus segredos
mais insanos que apenas teus olhos
serão capazes de revelar para mim 

e no teu armário provocar loucuras
tuas roupas, confundi-las com meus vestidos
até que se canse de ter roupas, sequer
amarrotar-me em sua cama durante dias
presa em teus lençóis sujos demais
presa nos teus braços suados
e me arrepender de ter escolhido amá-lo

despejar em ti um amor todo que cabe em
meu corpo miúdo e exausto de tanto amor
e caso recusá-lo, ter para quem dá-lo,
a cada instante de pavor

mas desejá-lo ainda assim, 
pelas tuas dormências tantas,
as tuas defesas e as tuas mentiras
os teus defeitos e erros que me enlaçam
e me cercam 
e eu desejo
e não te nego
apenas me desfaço em poesia
pra versejar os teus passos inseguros
que numa mesma prosa nunca serão eternos
[apenas enquanto duram]

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